{"id":4177,"date":"2019-11-08T17:35:12","date_gmt":"2019-11-08T17:35:12","guid":{"rendered":"http:\/\/rolandoandrade.com\/?p=4177"},"modified":"2026-01-28T19:01:58","modified_gmt":"2026-01-28T19:01:58","slug":"de-ninguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rolandoandrade.com\/en\/2019\/11\/08\/de-ninguem\/","title":{"rendered":"De Ningu\u00e9m&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Curioso como existem coisas que dizemos e que podem ter significados e impactos emocionais diferentes nas outras pessoas, consoante as experi\u00eancias de vida que elas tenham\u2026<\/p>\n<p><strong>&#8220;Eu n\u00e3o sou de ningu\u00e9m\u2026!&#8221; \u00e9 uma dessas coisas<\/strong>. Para uns ser\u00e1 uma afirma\u00e7\u00e3o de liberdade e autonomia individual (N\u00e3o sou de ningu\u00e9m! Ningu\u00e9m \u00e9 meu dono!); para outros este \u00e9 o seu pior pesadelo\u2026 n\u00e3o ser, n\u00e3o se sentir de algu\u00e9m (e por consequ\u00eancia n\u00e3o se sentir algu\u00e9m merecedor da aten\u00e7\u00e3o e amor dos outros).<\/p>\n<p>Para estes, \u201c<strong>n\u00e3o ser de ningu\u00e9m\u201d carrega a representa\u00e7\u00e3o \u00faltima dum mundo que as feriu (porque n\u00e3o lhes proporcionou o que pretendiam ou da forma que pretendiam, o que achavam que mereciam, o que sentiam que precisavam)\u00a0deixando-as amarguradas, por vezes silenciosas (silenciadas), escondidas, culpabilizadas e quem sabe at\u00e9 com desejo de vingan\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia pessoal de se ter sido (sentido) emocionalmente abandonado e magoado, \u00e9 como um perfume desagrad\u00e1vel\u2026 incomoda, irrita, afasta, \u00e9 desconfort\u00e1vel, gera sensa\u00e7\u00f5es negativas, nunca se esquece\u2026 como uma cicatriz que a toda a hora nos recorda que algo de traum\u00e1tico aconteceu\u2026 e por isso, pensamos n\u00f3s, pode voltar a acontecer.<\/p>\n<p>Quem j\u00e1 foi (ou se sentiu) magoado desta forma, sabe que a primeira reac\u00e7\u00e3o (a instintiva) \u00e9 a defesa, &#8220;essa pessoa nem era assim t\u00e3o importante&#8221;, &#8220;talvez volte&#8221;, &#8220;ainda bem que se foi embora&#8221;, &#8220;n\u00e3o sou muito dado a sentimentos&#8221;\u2026<\/p>\n<p><strong>No entanto, as m\u00e1scaras atr\u00e1s das quais se escondem os comportamentos defensivos s\u00e3o muitas, e nenhuma \u00e9 t\u00e3o poderosa como a nega\u00e7\u00e3o da dor do abandono;<\/strong>\u00a0&#8220;estou bem melhor assim&#8221;; &#8220;n\u00e3o preciso das pessoas para nada&#8221;, &#8220;a partir de agora nunca mais me vou entregar a ningu\u00e9m&#8221;! (mas tamb\u00e9m nunca mais se vai permitir viver determinado tipo de coisas)\u2026 o mundo ficar\u00e1 desta forma incompleto\u2026<\/p>\n<p><strong>A nega\u00e7\u00e3o da dor emocional \u00e9 como uma essa esp\u00e9cie de bunker onde alguns se escondem, &#8220;nem quero pensar nisso&#8221;, principalmente aqueles para quem a dor do abandono foi t\u00e3o forte, doeu tanto, que a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o que encontram \u00e9 fazer de conta que n\u00e3o doeu (mas d\u00f3i\u2026 e continuar\u00e1 a doer)\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Os que se tentam esconder da dor (n\u00e3o adianta fugir, a dor est\u00e1 dentro de si, n\u00e3o fora), renunci\u00e1-la, afast\u00e1-la, condenam-se (pensam eles que se protegem) a n\u00e3o sentirem o que sentem, a renunciarem a uma parte de si t\u00e3o valiosa como todas as outras.\u00a0<strong>No fundo abandonam-se a si mesmos! (tal como algu\u00e9m supostamente fez com eles).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Renunciando \u00e0 dor perde-se assim a capacidade de a entender, de a aceitar, de deixar de sentir raiva ou culpa (ser\u00e1 que fiz alguma coisa errada?) e sobretudo de perceber que se \u00e9 perfeitamente capaz de continuar, apesar desse abandono\u2026 (se calhar o abandono nem dependeu de si)\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Outros ao inv\u00e9s de negarem a sua dor, limitam-se a funcionar numa l\u00f3gica de espelho, numa esp\u00e9cie de c\u00e1 se fazem, c\u00e1 se pagam\u2026 (se fui abandonado por algu\u00e9m que valorizava no passado, ent\u00e3o a probabilidade de isso voltar a acontecer \u00e9 grande\u2026 por isso o melhor \u00e9 manter-me \u00e0 defesa, ou nem sequer me voltar a relacionar de forma t\u00e3o profunda). Para n\u00e3o repetir o sofrimento do passado, nunca mais me vou permitir viver as coisas que sempre desejei\u2026 ser amado, respeitado, sentir-me de algu\u00e9m\u2026<\/p>\n<p><strong>O trauma do abandono emocional (sentir-se de ningu\u00e9m) tem impactos devastadores<\/strong>\u00a0(quanto mais valorizada for a pessoa que abandonou, por exemplo os pais, mais fortes ser\u00e3o esses impactos), levando muitas vezes as pessoas abandonadas a vidas de sofrimento, desespero e medo. Em alguns casos estas pessoas acham-se merecedoras do abandono, vivem na culpa, na m\u00e1goa, mas acima de tudo na incapacidade de verdadeiramente se entregarem em futuras rela\u00e7\u00f5es\u2026\u00a0<strong>tornam-se assim incapazes de voltar a ser\/sentir-se de algu\u00e9m\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Nestas circunst\u00e2ncias \u00e9 normal sentir-se de ningu\u00e9m, &#8220;ningu\u00e9m me valoriza&#8221;, &#8220;ningu\u00e9m me ama verdadeiramente&#8221;, &#8220;ningu\u00e9m me d\u00e1 o que verdadeiramente preciso&#8221; (ou ent\u00e3o sou eu que n\u00e3o me permito sentir o que me d\u00e3o), ningu\u00e9m\u2026 vai conseguir apagar ou substituir o que j\u00e1 tive (ou senti que tive) quando fui (ou me senti) de algu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>O sentimento de abandono emocional (quem ach\u00e1vamos que gostava de n\u00f3s, afinal n\u00e3o gosta e foi-se embora das nossas vidas), transforma muitas vezes as pessoas em prisioneiras do passado,<\/strong>\u00a0&#8220;nunca me vou esquecer disso&#8221; (se diz que nunca vai\u2026 cuidado porque as palavras que nos saem pela boca, tamb\u00e9m nos entram pelos ouvidos), impedindo-as de voltarem a acreditar nos outros, voltarem a sentir o que desejam, o que necessitam\u2026 mas acima de tudo coloca-as na posi\u00e7\u00e3o de se sentirem de ningu\u00e9m\u2026\u00a0<strong>no fundo \u00e9 o desamparo, a depend\u00eancia emocional de algu\u00e9m que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1, j\u00e1 n\u00e3o se preocupa, j\u00e1 n\u00e3o telefona, n\u00e3o abra\u00e7a\u2026 j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o algu\u00e9m que n\u00f3s quer\u00edamos que fosse!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">&#8220;C\u00f4ncavas de ter<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Longas de desejo<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Frescas de abandono<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Consumidas de espanto<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Inquietas de tocar e n\u00e3o prender&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Sophia de Mello Breyner Andersen, in &#8220;M\u00e3os&#8221;, 1950<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rolando Andrade<\/p>\n<p>Psic\u00f3logo Cl\u00ednico<\/p>\n<p>Psicoterapeuta<\/p>\n<p>Psic\u00f3logo do Desporto<\/p>\n<p>C\u00e9dula profissional O.P.P 4365<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trauma do abandono emocional (sentir-se de ningu\u00e9m) tem impactos devastadores (quanto mais valorizada for a pessoa que abandonou, por exemplo os pais, mais fortes ser\u00e3o esses impactos), levando muitas vezes as pessoas abandonadas a vidas de sofrimento, desespero e medo. 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